30 dezembro 2015

21 dezembro 2015

Se o ridículo matasse a Procissão das Endoenças já tinha finado.






No último postal aqui publicado referi a Rua Nova e a Procissão das Endoenças. Neste vou dar um pouco mais de dimensão às recordações deste evento.

Se o ridículo matasse a Procissão das Endoenças já tinha finado.


Perde-se nas memórias do tempo o início da procissão e não recordo quando este evento Pascal, mais emblemático de Entre-os-Rios, começou a ser precedido de fanfarra.
Antes assumia-se a procissão sem o espavento da fanfarra de que nunca fui um admirador, no entanto os tempos mudam, as vontades e os gostos alteram-se e lá veio a fanfarra. Era sempre a fanfarra da terra, a fanfarra dos Bombeiros.
Nunca soube nem sei em que condições a mesma se prestava a tal trabalho mas tornou-se habitual e passou a ser tradição. Aceitá-la foi pelo hábito e pelo costume.






Esta procissão insere-se nas actividades da Igreja Católica e durante a semana Pascal, é realizada em dois dias, na quinta-feira sai pela noite da Igreja de Sta. Clara no Torrão com o Cristo Supliciado terminando na Capela de S. Sebastião no cimo da Rua Nova (Calvário). 







Na Sexta-feira, a meio da tarde, sai o Cristo morto da Capela de S. Sebastião para a Igreja de Sta. Clara no Torrão.




Até 2014 a fanfarra dos Bombeiros encabeçavam a procissão com muita dignidade e era precedida por uma patrulha da GNR que mais dignificava o momento.









Mas neste ano de 2014 algo se alterou. Segundo vozes que me chegaram a comissão dirigente deste acontecimento não chegou a acordo com os Bombeiros e então numa decisão “de pau de marmeleiro” resolveu “dignificar” o acontecimento com uma trupe fardada à comandos militares (terá sido de caçadores de gambusinos?) com gaitas à boa maneira Escocesa.
 





E o abade foi nisto!
Se o ridículo matasse a Procissão das Endoenças já tinha finado.

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