30 março 2007

1980 - Torrão Visto de Entre-os-Rios

Hoje, 27 anos depois algo mudou, mas o essêncial está lá.

Toponímias

Quando a obra não existe ou a obra é pequena há que fazer algo por mais inútil que seja. Parece que chegou a hora das autoridades locais meterem mãos à obra.

Irá Entre-os-Rios, o velho Burgo, com tradições centenárias ceder às politiquices?

Nomes como:

Rua das Catalpas;
Rua de Ventozela;
Rua da Pesqueira;
Rua da Fonte da Nogueira;
Rua de Tojeiros;
Travessa do Passal;
Travessa da Nora;
Etc.

Ruas cujo nome se perde no tempo e que as gentes locais foram baptizando pelo seu sentido de oportunidade e objectividade. Irão agora ser substituídos por nomes de políticos ou figuras que nada fizeram por esta terra, que nunca por cá passaram ou que mais contribuíram para a sua estagnação?

Parece existir gentes que teimam em não ver no passado a âncora do futuro com as suas tradições, os seus costumes, os seus valores.

Desta minha preocupação dei conhecimento ao Presidente da Junta de Turismo de Entre-os-Rios, Snr. Armando Pinto Lopes, do qual transcrevo parte do Mail que me enviou:
....

De facto a Junta de Freguesia reiniciou o processo (que já vinha da junta anterior) de toponímia que culminará com a colocação de placas de identificação nas ruas da freguesia.

Esse processo foi sujeito a consulta publica que decorreu, desde o passado dia 15 de Janeiro até ao dia 15 de Fevereiro.

Dentro desse prazo, em nome da Junta de Turismo, apresentamos algumas reclamações e sugestões conforme o apelo feito pela Junta de Freguesia.

Entre-os-Rios já nos meados do século XII integrava uma mancha de franco desenvolvimento, devido sobre tudo ao comércio fluvial e terrestre que por aqui passava. Por isso, foi chamado "burgo" o que é um dos raros exemplos de povoação rural aglomerada do entre Douro e Minho.

Nos últimos 25 anos do século XIX e no primeiro quarto do século XX, esta povoação ribeirinha teve um surto de desenvolvimento que a honrou com a classificação de sala de visitas do concelho de Penafiel.

Em 1887 foi inaugurada a Ponte Hintz Ribeiro; em 1894 foram criadas as Termas da Torre; em 1895 foi fundado o Clube Foz do Tâmega; em 1897 foi inaugurado o Telegrafo; em 1898 foram proibidos de chiar os carros de bois dentro da povoação, privilégio só concedido às vilas e cidades do País;1904 fundação da Sociedade Comercial de Alquilaria; 1910 a firma J Pinto Lopes & Filhos funda a empresa de Viação Paivense, com sede em Entre-os-rios; em 1915 dá-se a chegada da linha de caminhos-de-ferro a Entre-os-Rios; em 1921 é criada a Junta de Turismo das Águas de Entre-os-Rios; em 1923 é fundada a Associação dos Bombeiros Voluntários de Entre-os-rios; em 1927 é criada a Associação para a Defesa e Desenvolvimento de Entre-os-rios; em 1936 dá-se o início das obras para a construção da ponte Duarte Pacheco.

Ora se para conseguir tudo isto e algo mais, houve homens que empenharam muito tempo, dinheiro e influências de vários níveis, achamos justo que alguns deles tenham os seus nomes perpetuados nas placas toponímicas desta localidade. Assim como entendemos que na parte rural da freguesia sejam respeitados os nomes porque, desde há séculos são conhecidos. Mas, repetimos, Entre-os-Rios é considerado "burgo" desde há séculos e classificada como zona turística e não uma aldeia rural.

Todavia, em vez dos nomes que contribuíram para o meio século de progresso desta terra, estão a ser propostos nomes que durante 50 anos foram os seus coveiros. Isto fizemos sentir ao Sr. Presidente da Junta.

É triste verificar que em Entre-os-Rios fechou a escola, e não podemos esquecer que os primeiros responsáveis são todos aqueles que têm as habitações abandonadas e em ruínas não as vendendo nem alugando.

Outros têm terrenos que não vendem nem urbanizam, esquecendo-se que as pessoas são o maior património da humanidade e que sem habitações esse património não pode ser preservado.

...

Perante isto estaremos perante a inevitabilidade de uma catástrofe “Toponimical”?

26 março 2007

À Vela

A Primavera chegou um pouco fria mas ensolarada. Mais uns tempos e aí teremos na Foz do Tâmega em Entre-os-Rios a côr e animação dos amantes dos desportos náuticos.

22 março 2007

Lá do Alto

Lá do alto da Eja - Entre-os-Rios, um mundo a descobrir. Confluência do Douro e Tâmega com o Torrão em primeiro plano e o Concelho do Marco de Canavezes por fundo.

20 março 2007

A Nova e a Velha

As Pontes Hintze Ribeiro. A nova e a velha.
Vista do lugar de Sardoura, no concelho de Castelo de Paiva, sobre as pontes e o Rio Douro.
A velha faz a ligação entre margens, Sardoura e Entre-os-Rios. A nova, estranhamente, não dá saída local mas apenas em direcção a Norte, quando uma simples rotundo no final da nova Hintze Ribeiro permitiria o acesso a Entre-os-Rios e Porto via marginal. Assim quem segue pela Via Rápida do lado de Castelo de Paiva e se dirige ao Porto ou a Entre-os-Rios tem de sair antes da travessia e passar pela velha ponte.
Engenheirices?
..........................................
Quando o velho Transmontano se dirigiu ao bancário, agora admnistrador em uma sucursal do governo, para descontar um cheque, logo foi instado a assinar no verso. O Velho não se fez rogado, X X X.
- Ó amigo, eu disse assinar.
- Ora meu senhor é assim mesmo.
- Como assim!
- Este último é Silva e este antes é José.
- E então o primeiro?
- É Engenheiro.

06 março 2007

De Regresso ao Rio

Antes do regresso uma passagem pela fonte do Santuário

Reservas para a curta mas calorenta viagem de volta ao Rio Douro

E por aqui ficamos com a última imagem de um Douro inesquecível, tendo por fundo o Rio e a Cidade da Régua

Salto a Lamego




Visita indispensável ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios
Ver Lamego

05 março 2007

A Régua e o Rio Douro


Em chegando à Régua o Rio, numa larga curva, contraria o nome da cidade.
Entramos no coração da Região do Douro. Aqui o porto fluvial dá a oportunidade para uma estadia demorada para que os viajantes possam visitar vários locais agradáveis da região, nomeadamente a cidade de Lamego a poucos quilómetros.

04 março 2007

01 março 2007

Nas Curvas do Rio Douro

Quem viaja pelo Rio Douro, as imagens surpreendem-nos a todo o momento. A cada instante, a cada curva novos motivos de interesse, novas imagens. O Rio que a cada curva parece aí terminar, traz-nos uma nova surpresa, uma nova visão.

As margens
Não. O Rio Douro não acaba ali...

Margens do Douro


Subindo o Rio Douro as imagens que nos surgem no curto horizonte são brilhantes e multifacetadas. Estas aqui, já antigas e obtidas da margem, dão-nos a bela prespectiva da Albufeira do Carrapatêlo.

Autárquicas na EJA - Uma pergunta que se impõe

- Numa entrevista dada pela filha e pai Guedes a uma jornalista do jornal Observador, entre várias alarvidades, há uma que me sugere uma qu...